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Versículo mal compreendido – Uso do véu

Postado por Daniel Pena em quinta-feira, 27 de dezembro de 2012 | 12:40


Uma exegese fragmentada causa uma hermenêutica aleijada – Uso do véu

Igreja em Capivari em Obra de Restauração
Este artigo foi idealizado após a pergunta de um internauta que se identifica com o nome “Kennyds Rogers”.
Sua pergunta foi esta: Kennyds Rogers - Desculpa minha persistência ! por gentileza eu gostaria da Resposta do irmão referente a este versiculo :Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu (1 Coríntios 11:15 ) qual é a exegese de ensino? Obrigado.
Predispus-me a responder pelo simples fato, o autor do comentário feito em meu canal no You tube, o senhor “Kennyds Rogers” ao contrário de muitos, foi educado, ordeiro como condiz com a conduta de um cristão.
Os que postam vídeos no You tube sabem que a maioria dos comentários são feitos com palavras de baixo calão e de forma agressiva, fato esse que não me incomoda, pois cada um se expressa da forma como foi educado.
Vou aproveitar à oportunidade e fazer uma alusão a forma errada de se entender sobre exegese e hermenêutica, já que a pergunta do amado irmão segue a seguinte Tônica: “qual é a exegese de ensino?”
A exegese seria a forma de analise das palavras como um todo entendendo a cultura local, costumes, leis e etc. Sem esquecermos que se fizermos a analise de uma só palavra fica impossível ter um exegese perfeita, pois cada palavra está presa ao seu contexto.
Seria como uma página do facebook ou Messenger guardada fosse lida no século 14 por Martin Lutero, como ele poderia descobrir o significado da palavra deletar (apagar), vc (você), blz (beleza), tamo junto, é nois e etc. Lutero teria que estudar uma congectura de dados para chegar a uma conclusão e para fazer uma análise exegese precisaria saber muito sobre o contexto, se a analise fosse superficial sua hermenêutica estaria fadada ao erro, assim como a de muitos nos dias atuais.
Segundo a exegese, quanto melhor se entender a gramática e o contexto histórico em que as frases foram inicialmente comunicadas, tanto mais se compreenderá o que o autor quis transmitir.
A exegese resume-se em tirar a informação de dentro do texto legal e jogá-lo para fora como ele é, exatamente como a o texto se apresentou, sem adornos, sem acréscimos, a hermenêutica intenciona conhecer o texto em parâmetros gerais, ou seja, analisa um texto dentro dos seus aspectos gerais.
A hermenêutica poderá surgir da exegese, uma vez que, os princípios gerais exegéticos aplicados ao texto, serão desenvolvidos pelas ferramentas da hermenêutica. Por isso uma exegese errada (eusegese, o que eu acho), levará o hermeneuta a uma falácia exegética e consequentemente a uma derrocada hermenêutica.
A exegese quer entender somente aquele texto: palavra, artigo, súmula, ementa etc., ela não tem uma preocupação direta com o contexto do texto e o cenário geral dos acontecimentos.
A hermenêutica é mais abrangente, ela quer saber o que todo o conteúdo (conjunto de todo um sistema remetido ao local, época, leis, costumes) fala sobre aquele texto a ser interpretado. A hermenêutica traz uma preocupação com o texto, o contexto, os paralelismos, a história, o momento político, social, econômico, cultural etc..
Normalmente, observamos que cada palavra isolada tem um determinado campo semântico restrito e, portanto, o contexto pode modificar ou adaptar o significado de um termo, ou seja, podemos dizer que as palavras mudam de significado com o decorrer do tempo, no entanto, os princípios exegéticos e hermenêuticos trazem certos limites a esta mutação, garantido uma maior legitimidade à interpretação.
Resumo:
Exegese: entender a estrutura da palavra e o contexto ao seu redor, cultura, costumes, leis, praticas. É de aplicação local

Hermenêutica: Após entender a estrutura da palavra e o contexto ao seu redor, cultura, costumes, leis, praticas, somente após isso eu posso aplicar a hermenêutica. É de aplicação Global, trazer para os nossos dias e aplicá-los
Se eu não sei o diferenciar entre um texto descritivo e um prescritivo, fica difícil aplicar qualquer forma de analise ou estudo de um texto seja ele bíblico ou uma receita de minha avó de 130 anos.
1 Coríntios 11
13 Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?
14 Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido?
15 Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.
16 Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus.
Muitos tem usado os versículos acima para dar a conotação de que o cabelo substitui o véu, mas isso é uma forma errada de entender o que realmente está escrito nas sagradas escrituras.
Partindo do pressuposto que o Apostolo Paulo escreve uma carta aos moradores de Corinto para falar sobre o uso do véu, sabendo que a carta possui um corpo e não partes dela,  temos que considerar todos os versículos em epigrafe citados na bíblia e não escolhermos ao nosso olhar teológico o que nos agrada, pois a carta trata de  algo que Paulo já havia ensinado antes, para entender basta ler os seguintes versículos.

“1  SEDE meus imitadores, como também eu de Cristo.
2  E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei.”

Vejamos se o que Paulo falava era costume ou mandamentos
a)      1 Coríntios 14
“37  Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.”
b)      1 Tessalonicenses 4-2
     "Porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus"


Não vou abortar aqui todos os assuntos pertinentes, apenas vou me ater ao versículo 15 da carta aos Corintos.

“Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.”

À primeira vista o texto nos remete a visão de que o véu é desnecessário, pois o cabelo foi dado em lugar de véu, mas será realmente isso que Paulo estava dizendo? Será realmente isso que o Ruach Hakodesh (Espírito Santo) Inspirou Paulo a escrever?

Eu não posso ou melhor, não poderia me apegar a uma parte da bíblia ou versículos para afirmar uma tese sem entender o contexto a ele entrelaçado.
Eu não posso dizer: Não há Deus
Tendo como base Salmos 14:1
“Diz o néscio no seu coração: Não há Deus” Salmos 14:1

Vejamos o que Dr. Russell Norman Champlin disse acerca dessa “perversão interpretativa”:

 “… é uma grande perversão do texto sagrado dizer que essas palavras significam que uma mulher não precisa mais de véu, se porventura usa longos os seus cabelos. Pois ninguém pode ler o terceiro versículo em diante desta passagem, onde Paulo tanto insiste sobre a necessidade do uso do véu, de conformidade com a ordenança divina, com os costumes sociais e com os costumes da natureza, para então lançar fora todo o seu argumento, supondo que se uma mulher conservar longos os seus cabelos já não precisará usar véu quando ora ou profetiza, sem incorrer em grave incoerência. Porquanto tal conclusão será diametralmente oposta a todos os argumentos anteriores de Paulo, transformando esse apóstolo em um insensato que se contradiz consigo mesmo.”

“Tal interpretação só pode ser aceitável para aqueles que manuseiam desonestamente as Escrituras, procurando adaptá-las aos seus pontos de vista e às suas práticas. Essas práticas ditam que a mulher “não use véu.” Porém, se tantas mulheres crentes não usam o véu, isso não pode estar firmado no que Paulo diz aqui, e nem sobre a suposição que ele recomendava que bastava às mulheres usarem os cabelos longos para não precisarem mais de véu.”

Observamos que apóstolo não faz menção, em nenhum momento, de usos e costumes, ao descrever os deveres das mulheres cobrirem a cabeça e de os homens estarem com a sua descoberta, conforme bem explicado pelo Dr. Charles Kaldwell Rirye, Th.D., Ph.D.:

 “As mulheres deveriam trazer sua cabeça coberta, ou usar um véu nas reuniões da Igreja, e os homens deveriam ter a cabeça descoberta. As razões de Paulo eram baseadas em teologia (hierarquia na criação, v. 3, na ordem na criação (vv. 7-9) e na presença de anjos nas reuniões da igreja (v. 10). Nenhuma destas razões tinha como base os costumes sociais da época.” (Kaldwell Rirye, Charles. A Bíblia de Estudo Anotada – Expandida, pág. 1119, São Paulo: Mundo Cristão; Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2007).

Falando ainda de Exegese, vejamos o que alguns eruditos, conhecedores da Brit Chadashah (Nova Aliança) tem para nos oferecer sobre este versículo (15):

Findlay diz:” ...e não como substituto do véu, porquanto isso faria das palavras de Paulo uma estultícia; mas sim, na natureza de uma cobertura, algo que equivalha ao véu”.
'E fato indiscutível que os cabelos longos, em um homem o torna desprezível; mas, em uma mulher, os cabelos compridos a torna mais amigável. A natureza e o apóstolo falam o mesmo idioma: podemos tentar explicar isso como bem quisermos fazê-lo'.(Adam Clarke, in loc.).

A. T. Robertson, grande erudito e autor de uma excelente gramática do grego da Brit Chadashah (Nova Aliança) á luz da pesquisa histórica disse o seguinte: Não é em lugar de véu e sim correspondente ao véu; como um adorno permanente.
 O véu apenas deve ser usado nas liturgias de culto , orar, profetizar e etc.
Enquanto que o cabelo que é dado em lugar de véu, serve para mulher como uma cobertura, em todas as ocasiões.
Logo, o que é dado em lugar não é de fato o que se propõe.

Analisando o versículo 15 em contra posto ao versículo 5.

15 Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.

5  Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.

Partindo do principio norteado por alguns, pensemos que o cabelo pode se substituir o véu, se assim fosse como ficaria a questão do versículo 5, apenas para orar e profetizar, como a mulher conseguiria fazer isso apenas orar e profetizar com o cabelo crescido e depois ao sair do culto como faria para retira-lo.
Ao lermos o versículo 6  “Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu.
Neste versículo a narrativa e clara, a mulher decente não cortava seus cabelos, mas Paulo diz: Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu.

Paulo não orienta as mulheres de cabelos cortados ou rapados a por o véu e sim as irmãs de cabelos crescidos.

Seria mesmo o cabelo o véu de hoje?


VAMOS ANALISAR ALGUNS FATOS IMPORTANTES:
Será que Paulo não está tratando somente com algumas mulheres que haviam desobedecido ao costume local, que também era o costume de todos os países naquela época?

Sabemos, com certeza, que o véu era um costume importante no oriente médio nessa época. Mas era mais importante em certos lugares do que em outros. Cada país tinha diferenças distintas no modo de vestir. O véu variava de tamanho, forma, cor, tecido e como era usado. Como Paulo está escrevendo a gregos, e não deu nenhuma instrução em relação ao tamanho, à cor, ao comprimento, devia ser determinado pelo costume dos gregos. Mas não devemos deixar de notar que, em lugar nenhum, Paulo menciona o véu como costume. Os que recorrem ao uso dessa teoria têm pouca evidência a apoiá-los.

            (1) “Os gregos (tanto homens quanto mulheres) ficavam de cabeça descoberta na oração em público”. (Palavras Figuradas no Novo Testamento, por A. T. Robertson, Vol. IV, pág. 159).

            (2) “Nas cidades gregas andava-se, quase sempre, de cabeça descoberta”. (A Vida dos Gregos e Romanos, por Guhl e Koner, pág. 171).

            (3) “Em geral, ambos os sexos usavam as cabeças descobertas, a não ser quando os gregos (homens) viajaram”. (Moda de Chapéus e Véus, por Wilcox).

            (4) “Era regra que os gregos, tanto homens quanto mulheres, ficassem de cabeça descoberta”. (A Grécia e os Gregos, por Walter Miller, pág. 126).

            (5) “A maioria das pessoas não usava a cabeça coberta”. (A Grécia Antiga e o Oriente Médio, pág. 398).

            (6) “Os gregos tinham muito orgulho em como cuidavam dos cabelos e era difícil cobrirem a cabeça, a não ser quando viajavam ou se expunham ao calor do sol”. (Conhecendo os Gregos Antigos, por Xenophon Leon Messinesi, pág. 229).

            (7) “Os gregos ficavam de cabeça descoberta durante a oração ou sacrifício, como era sem dúvida, o costume normal da vida ao ar livre. (Estudo das Palavras no Novo Testamento, por Vincent, Vol. 3, pág.246).

            (8) “As regras de proceder nunca foram judaicas, as quais exigiam que os homens cobrissem a cabeça quando orassem, nem gregas, nos quais homens e mulheres não usavam véu. As instruções do Apóstolo eram “mandamentos do Senhor” (14:37) e também para todas as igrejas (14:33-34). (Dicionário Expositório das Palavras do Novo Testamento, por W. E. Vine).

            O véu não era TOTALMENTE ausente na vida dos gregos, mas não era um hábito nem costume na Grécia usá-lo. De fato, pode-se dizer que era tão costumeiro quanto o é aqui hoje em dia. Com certeza ninguém dirá que usar véu é um costume brasileiro. Mesmo assim, muitas mulheres dependendo da ocasião, usam vários tipos de chapéus ou véus durante o ano.

Em amor, Daniel Alves Pena
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