Restauracionismo - Daniel Alves Pena

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Restauracionismo


Para muitos o Movimento de Restauração teve seu inicio em 1962, mas isso não é uma verdade de fato.
Para entender melhor sobre Restauração da Igreja leia o conteúdo abaixo, com carinho e paciência.



Alguns tentam falar sobre Restauração sempre citando os devaneios de Magno Guanães Simões, como se o inicio de Restauração tivesse ocorrido em 1962, mas não é essa a verdade de fato.
Se Olharmos para o erros humanos ou inicio de caminhada não poderíamos nem sermos cristãos, afinal a bíblia é cheia de erros dos antigos e é exatamente por isso que sou cristão, pois o Eterno não escondeu os erros humanos.
Eu poderia começar dizendo que todos que criticam a Restauração ao citarem textos bíblicos parecem que se esqueceram que a maioria das bíblias foram traduzidas por Jerônimo e João Ferreira de Almeida, eu poderia usar este argumento para dizer que: Como um cristão pode criticar a Restauração se a bíblia que ele usa em sua igreja foi traduzida por um católico? Mas não usarei este ardil, é apenas uma reflexão.

O outro ponto é simples, quantos sermões feitos sobre a vida de Davi, Salomão entre outros que cometeram um monte de erros, mas fazem parte de citações de muitos se esquecendo que o Eterno usou até o Faraó, sem falar na mula.
Em suma o Eterno usa quem quer, como quer e quando quer.

Por / Daniel Alves Pena


Restauracionismo é a postura histórico-teológica presente em denominações cristãs que acreditam que o cristianismo histórico apostatou em algum ponto de sua existência, sendo necessário restaurar o cristianismo primitivo da era apostólica.

Movimentos primitivistas incluem os hussitas, anabatistas, inseridos no contexto da Reforma Radical, os puritanos têm sido descritos como exemplos de restauracionismo. A Reforma Radical foi uma resposta do século XVI em que se acreditava ser tanto a corrupção na Igreja Católica Romana e do movimento de expansão do Magistério Protestante liderado por Martinho Lutero e muitos outros. Começando na Suíça, da Reforma Radical nasceu muitos grupos anabatistas em toda a Europa. Movimentos como o Mormonismo, o Adventismo e as Testemunhas de Jeová procuravam restabelecer uma igreja visível e restaurada conforme novas perspectivas de seus líderes.

Embora a presença do restauracionismo seja prevalente no seio protestante, há instâncias católicas de restauracionismo, como a Igreja Vétero-Católica e o Sedevacantismo.

Pressuposto histórico-teológico

A perspectiva de restauração procura restaurar tudo que Jesus Cristo havia estabelecido, porém fora perdido com a Grande Apostasia, diferente do Protestantismo magisterial oriundo da tentativa de reforma da Igreja Católica Romana.

O historiador de teologia Steven L. Ware define "restauracionismo é um complexo de idéias que, implícito e comum a todo o Protestantismo (...) é essencialmente sinônimo de primitivismo." Algum tipo de corrupção teria acontecido no cristianismo e os ensinos dos apóstolos teriam sido influenciados por práticas pagãs.

Também o restauracionismo é chamado de primitivismo cristão. "O primitivismo persiste em um envolvimento mínimo da ação de Deus na história (que se restringiria à vida de Cristo e geralmente ao I século da atividade apostólica) e assim coloca a Igreja do Novo Testamento no I século como modelo para a prática contemporânea."

Adicionalmente, igrejas de origem norte-americana referem-se a si mesmas especificamente como Restauracionista ou Movimento Restauracionista Stone-Campbell, sendo as principais denominações a Igrejas de Cristo, os Discípulos de Cristo e os Cristadelfianos.

Todavia, muitos adeptos da doutrina restauracionista não se identificam como protestantes, católicos ou ortodoxos, mas sim com a igreja primitiva. Em contrapartida, vários protestantes se vêem como continuidade ininterrupta, histórica ou marginal (como os batistas landmarkistas), do cristianismo primitivo.

Contraste com outras doutrinas

Outras doutrinas sobre a história da Igreja são a doutrina da sucessão apostólica e o Sucessionismo Marginal. Na doutrina da sucessão apostólica, adotada pela Igreja Católica Romana, Igreja Anglicana e Igreja Ortodoxa, a legitimidade denominacional é fundada na sucessão do clero. Enquanto no Sucessionismo Marginal, defendido pelo Landmarkismo, o cristianismo puro teria sobrevivido à história através de grupos pequenos e marginais, normalmente tidos como hereges.

Grande Apostasia

A doutrina restauracionista prega que durante a história houve uma Grande Apostasia no Cristianismo. Para alguns, ocorreu em um período específico, como após a morte do último apóstolo de Cristo, ou o reinado de Constantino, enquanto para outros, como protestantes em geral, a apostasia se implantou gradativamente e a longo prazo durante os séculos da era cristã.

História da doutrina Restauracionista

Restauracionismo na Europa Continental

Durante a Idade Média movimentos populares como os valdenses, franciscanos, hussitas pretendiam restaurar a simplicidade do cristianismo original, vontade expressa nas profecias de Joaquim de Fiori.

A própria Reforma foi baseada em uma ideologia restauracionista. Lutero proclamava em seu O cativeiro babilônico da Igreja o fim de uma era de corrupção e retorno ao cristianismo neo-testamentário. Heinrich Bullinger defendia que as idéias dos reformadores não eram novidade, mas sim doutrinas olvidadas ou corrompidas.

Todavia, a reforma magisterial (Luteranismo, Calvinismo e Anglicanismo) via-se uma continuação do cristianismo histórico, aceitando a validade dos canônes dos primeiros concílios ecumênicos e a literatura patrística desde que estivessem de acordo com as Escrituras. O ideal era reformar a Igreja, rejeitando práticas e doutrinas corrompidas, mas manter práticas que, mesmo não estando presente na Bíblia, não estivesse em oposição a ela.

Diferente dos reformadores magisteriais e partindo a uma postura que primou ser chamada de Reforma Radical os anabatistas, socinianos e schwelkenfelders rejeitaram qualquer necessidade de continuação histórica, mas sim restaurar suas perspectivas do cristianismo primivito. Para eles o ideal seria reconstruir a igreja primitiva, praticar somente o que fosse mencionado nas Escrituras, sem necessidade de aderir aos preceitos históricos dos concílios e literatura patrística.

Mesmo entre os reformadores radicais a doutrina restauracionista não foi muito popular, a partir do século XVII a perspectiva histórico-teológico preferida foi a da sucessão secreta ou marginal. Essa doutrina emergiu baseada em escritos de Thieleman  que retratava os mártires do cristianismo e a perseguição dos anabatistas, e Gottfried Arnold que argumentava que ao longo da história do cristianismo houve grupos marginais tão legítimos quanto as igrejas estabelecidas.

Restauracionismo Anglo-Americano

No século XIX houve a ressurgência da doutrina restauracionista nos Estados Unidos e Inglaterra. Nesse último país o pastor presbiteriano Edward Irving proclamava uma restauração espiritual do cristianismo primitivo, enquanto John Nelson Darby e outros irmãos de Plymouth pretendiam restaurar um cristianismo simples e adenominacional, usando uma interpretação dispensacionalista da história.

Nessa época, durande o Segundo Grande Despertar nos Estados Unidos emergiram movimentos restauracionistas, primeiro na fronteira agrícola na região dos Apalaches, onde os Campbell e Barton Stone pregavam um cristianismo não-credal e sem barreiras denominacionais. Posteriormente movimentos como o Mormonismo, o Adventismo e as Testemunhas de Jeová procuravam restabelecer uma igreja visível e restaurada conforme novas perspectivas de seus líderes.

Pentecostalismo

Quanto ao movimento pentecostal, possuía uma concepção restauracionista em sua origem e via o batismo no Espírito Santo, manifesto na glossolalia, como prova da restauração do cristianismo primitivo.

Ambrose J. Tomlison, pioneiro pentecostal e fundador da Igreja de Deus, Cleveland e da Igreja de Deus da Profecia, via a história do cristianismo como um desenrolar de restaurações movidas por Deus: a justificação pela fé de influência Luterana, a conversão pessoal e/ou pietismo Wesleyano, o movimento de Santidade metodista que culminaram no estabelecimento de suas igrejas em 1903, com a manifestação das novas línguas.

A pregadora Aimee McPherson pregou um sermão alegórico em 1917 cuja função do pentecostalismo seria restaurar o poder carismático do cristianismo primitivo.

Nos anos 1950 surgiu o movimento de "chuva tardia" que se via como uma última dispensação restauracionista de dons e cura divina. Um dos expoentes desse movimento foi William Marrion Branham.

Dentro do pentecostalismo surgiu o movimento apostólico, pregando a restauração do ofício do apóstolo no cristianismo contemporâneo. O termo também é utilizado por grupos mais recentes, descrevendo o objetivo de restabelecer o cristianismo na sua forma original, como alguns Restauracionistas Carismáticos antidenominacionais, que surgiram na década de 1970 no Reino Unido14 15 e em outros lugares.

Uma instância brasileira de restauracionismo é o movimento chamado Obra de Restauração, que surgiu entre batistas no Rio de Janeiro na década de 1960.

Outros



A descoberta da biblioteca de Nag Hammadi no Egito fez com que vários textos gnósticos se tornassem públicos e movimentos neognósticos surgiram pregando que o cristianismo neo-testamentário tenha sido uma forma corrupta que reprimiu o cristianismo gnóstico.

Entre grupos teosóficos e místicos há duas correntes principais quanto à história teológica. Uns acreditam em um conhecimento transmitido secretamente através dos séculos, enquanto outros vêem uma restauração de um conhecimento perdido há tempos, como o caso da Igreja Cristã Primitiva.

Doutrinas e Práxis

Os diversos movimentos restauracionistas visam objetivos distintos para restauração: Escrituras perdidas ou não corrompidas (mórmons, neognósticos, movimento do Nome Sagrado; eclesiologia (movimento de Stone-Campbell, Irmãos de Plymouth, pentecostalismo apostólico, Igreja Nova Apostólica); rito (anabatismo, Zwinglianos); espiritualidade (Glossolalia religiosa no Pentecostalismo e Irvinismo); ou a Igreja como instituição remanescente (Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja de Deus da Profecia)



Puritanismo

O puritanismo designa uma concepção da fé cristã desenvolvida na Inglaterra por uma comunidade de protestantes radicais depois da Reforma. Segundo o pensador francês Alexis de Tocqueville, em seu livro A Democracia na América, trata-se tanto de uma teoria política como de uma doutrina religiosa.

O adjetivo "puritano" pode designar tanto o membro deste grupo de calvinistas rigoristas como aquele que é rígido nos costumes, especialmente quanto ao comportamento sexual (pessoa austera, rígida e moralista).

A Revolução Puritana foi um movimento surgido na Inglaterra no século XVII, de confissão calvinista, que rejeitava tanto a Igreja Romana como o ritualismo e organização episcopal na Igreja Anglicana.

As críticas à política da Rainha Isabel partiram de grupos calvinistas ingleses, que foram denominados puritanos porque pretendiam purificar a Igreja Anglicana, retirando-lhe os resíduos de catolicismo, de modo a tornar sua liturgia mais próxima do calvinismo.

Desde o início, os puritanos já aceitavam a doutrina da predestinação. O movimento foi perseguido na Inglaterra, razão pela qual muitos deixaram a Inglaterra, em busca de outros lugares com maior liberdade religiosa. Um grupo, liderado por John Winthrop, chegou às colinas da Nova Inglaterra na América do Norte em abril de 1630.

As origens calvinistas do puritanismo

Quando Calvino ainda vivia em Genebra iniciou-se um conflito entre os partidários da casa de Sabóia (católicos) e os confederados (protestantes), que deram mais tarde origens aos grupos huguenotes na França.

A variante calvinista do Protestantismo seria bem sucedida em países como a Suíça (país de origem), Países Baixos, África do Sul (entre os Afrikaners), Inglaterra, Escócia e EUA. Dando origem a vários segmentos que mudaram profundamente a história da humanidade. Calvino se opôs à Igreja Católica e aos Anabatistas.

O calvinismo inglês estavam descontentes com a Reforma na Inglaterra, que não teria sido suficientemente radical e romperam com a Igreja Anglicana por continuar a realizá-la.

Com os ideais iluministas, e a doutrina de Calvino, os primeiros protestantes ingleses se tornaram um grupo tipicamente conservador.


Os puritanos não se desenvolviam na Inglaterra


O surgimento do puritanismo está ligado às confusões amorosas do rei Henrique VIII (1509-1547) e à chegada do protestantismo continental à Inglaterra. O movimento puritano, em seus primórdios, foi claramente apoiado e influenciado por João Calvino (1509-1564), que a partir de 1548 passou a se corresponder com os principais líderes da reforma inglesa. Em 1534 foi promulgado o Ato de Supremacia, tornando o rei “cabeça supremo da Igreja da Inglaterra.” Com a anulação do seu casamento com Catarina de Aragão, sobrinha de Carlos V, o rei Henrique VIII e o Parlamento inglês separam a Igreja da Inglaterra de Roma, em 1536, adotando a doutrina calvinista apenas por comodismo. A Reforma, então, teve início na Inglaterra pela autoridade do rei e do Parlamento. No ano de 1547, Eduardo VI, um menino muito enfermo, tornou-se rei.

A Reforma protestante avançou rapidamente na Inglaterra, pois o Duque de Somerset, o regente do trono, simpatizava-se com a fé reformada. Thomas Cranmer, o grande líder da Reforma na Inglaterra, publicou o Livro de Oração Comum, dando ao povo a sua primeira liturgia em inglês. Maria Tudor, católica romana, tornou-se rainha em 1553. Assessorada pelo Cardeal Reginald Pole, em 1554 ela restaurou a sua religião.

Em 1555, intensificou a perseguição aos protestantes. Trezentos deles foram martirizados, entre eles, o arcebispo de Cantuária, Thomas Cranmer (canonizado pela Igreja Anglicana), e os bispos Latimer e Ridley. Oitocentos protestantes fugiram para o continente, para cidades como Genebra e Frankfurt, onde absorveram os princípios doutrinários dos reformadores continentais. Elizabeth I ascendeu ao trono aos 25 anos em 1558, estabeleceu o “Acordo Elisabetano,” que era insuficientemente reformado para satisfazer àqueles que logo seriam conhecidos como “puritanos.”

Em seguida, promulgou o Ato de Uniformidade (1559), que autorizou o Livro de Oração Comum e restaurou o Ato de Supremacia. Em 1562, foram redigidos os Trinta e Nove Artigos da Religião, que são o padrão histórico da Igreja da Inglaterra, e a partir de janeiro de 1563, foram estabelecidos pelo Parlamento como a posição doutrinária da Igreja Anglicana. Em torno de 1567-1568, uma antiga controvérsia sobre vestimentas atingiu seu auge na Igreja da Inglaterra. A questão imediata era se os pregadores tinham de usar os trajes clericais prescritos. A controvérsia marcou uma crescente impaciência entre os puritanos com relação à situação de uma igreja “reformada pela metade.”

Thomas Cartwright, professor da Universidade de Cambridge, perdeu sua posição por causa de suas pregações sobre os primeiros capítulos de Atos, nas quais argumentou a favor de um cristianismo simplificado e uma forma presbiteriana de governo eclesiástico. A primeira igreja presbiteriana foi a de Wandsworth, fundada em 1572.

Em 1570, um pouco antes deste evento, Elisabete foi excomungada pelo Papa Pio V. A morte de Elisabete ocorreu em 1603, ela não deixou herdeiro. Apenas indicou como seu sucessor James I, filho de Maria Stuart, que já governava a Escócia. Quando o rei foi coroado, os puritanos, por causa da suposta formação presbiteriana do rei, inicialmente tiveram esperança de que sua situação melhorasse. Para enfatizar sua esperança eles lhe apresentaram, quando de sua chegada em 1603, a Petição Milenar, assinada por cerca de mil ministros puritanos, em que pediam que a igreja anglicana fosse completamente “puritana” na liturgia e administração.

Em 1604, encontram-se com o novo rei na conferência de Hampton Court para apresentar seus pedidos. O rei ameaçou “expulsá-los da terra, ou fazer pior,” tendo dito que o presbiterianismo “se harmonizava tanto com a monarquia como Deus com o diabo”. Carlos I, opositor dos puritanos, foi coroado rei, em 1625. Já em 1628, William Laud tornou-se bispo de Londres (em 1633 foi nomeado Arcebispo de Cantuária) e empreendeu medidas severas para eliminar a dissidência da Igreja Anglicana. Ele buscou instituir práticas cerimoniais consideradas “papistas,” além de ignorar a justificação pela fé, por causa de suas ênfases pelagianas, oprimindo violentamente os puritanos e forçando-os a emigrarem para a América.

Em 1630, John Winthrop liderou o primeiro grande grupo de puritanos até a Baía de Massachusetts e, em 1636, foi fundado o Harvard College. Laud tentou impor o anglicanismo na Escócia, só que isto degenerou num motim que serviu para aliar puritanos e escoceses calvinistas. Em 1638, os líderes escoceses reuniram-se numa “Solene Liga e Aliança” e seus exércitos marcharam contra as tropas do rei, que fugiram.

No ano de 1640, o Parlamento restringiu o poder do rei Carlos I. As emigrações para a Nova Inglaterra estacionaram consideravelmente. A Assembleia de Westminster, assim chamada por reunir-se na Abadia de Westminster, templo anglicano de Londres, foi convocada pelo Parlamento da Inglaterra em 1643 para deliberar a respeito do estabelecimento do governo e liturgia da igreja e “para defender a pureza da doutrina da Igreja Anglicana contra todas as falsas calúnias e difamações.”

É considerada a mais notável assembleia protestante de todos os tempos, tanto pela distinção dos elementos que a constituíram, como pela obra que realizou e ainda pelas corporações eclesiásticas que receberam dela os padrões de fé e as influências salutares durante esses trezentos anos.

A Assembleia de Westminster


A Assembleia de Westminster caracterizou-se não somente pela erudição teológica, mas por uma profunda espiritualidade. Gastava-se muito tempo em oração e tudo era feito em um espírito de reverência. Cada documento produzido era encaminhado ao parlamento para aprovação, o que só acontecia após muita discussão e estudo. Os chamados "Padrões Presbiterianos" elaborados pela Assembleia foram os seguintes:

1. Diretório do Culto Público: concluído em dezembro de 1644 e aprovado pelo parlamento no mês seguinte. Tomou o lugar do Livro de Oração Comum. Também foi preparado o Saltério: uma versão métrica dos Salmos para uso no culto (novembro de 1645).

2. Forma de Governo Eclesiástico: concluída em 1644 e aprovada pelo Parlamento em 1648. Instituiu a forma de governo presbiteriana em lugar da episcopal, com seus bispos e arcebispos.

3. Confissão de Fé: concluída em dezembro de 1646 e sancionada pelo Parlamento em março de 1648.

4. Catecismo Maior e Breve Catecismo: concluídos no final de 1647 e aprovados pelo Parlamento em março de 1648.

Como consequências do auxílio dos escoceses, as forças parlamentares derrotaram o rei Carlos I, que foi decapitado em 1649.

O comandante vitorioso, Oliver Cromwell, assumiu o governo. Porém, em 1660, Carlos II subiu ao trono e restaurou o episcopado na Igreja da Inglaterra. Teve início nova era de perseguições contra os presbiterianos.

Na Escócia, a Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana adotou os Padrões de Westminster logo que foram aprovados, deixando de lado os seus próprios documentos de doutrina, liturgia e governo que vinham da época de John Knox. A justificativa era o desejo de maior unidade entre os presbiterianos das Ilhas Britânicas. Da Escócia, esses padrões foram levados para outras partes do mundo.


Consequências

O puritanismo não conseguiu substituir as estruturas de plausibilidade que o anglicanismo ofereceu à nação inglesa. As estruturas sociais anglicanas permaneceram. Apenas para uma pequena e influente minoria esta situação não era satisfatória, e esse grupo era o dos puritanos, que travaram vigorosas e infrutíferas batalhas com o governo político-religioso da Inglaterra. Em todos esses eventos, o apoio de Calvino foi influente na tentativa de levar sua doutrina a uma nação cujos laços com Roma haviam sido cortados apenas pela vaidade de um Rei.

A doutrina calvinista é hoje largamente professada entre os fiéis anglicanos, e nela sobraram apenas traços da liturgia do catolicismo.

Muitos dos puritanos fugiram para países como os EUA, onde introduziram o Presbiterianismo oriundo da reforma calvinista da Igreja da Escócia.


Reforma Radical
A Reforma Radical foi um movimento religioso do século XVI. Tratou-se de uma resposta para tanto a corrupção na Igreja Católica quanto a reforma magisterial expansiva promovida pelo Protestantismo de Martinho Lutero e vários outros. Começando na Alemanha e na Suíça, a reforma radical deu origem a vários grupos protestantes radicais pela Europa.

Origens

Nem todas as teses de Lutero foram aceitas por pessoas que abraçaram a Reforma Protestante. Em razão disso, acontece a Reforma Radical, ou seja, as igrejas protestantes desejavam "voltar às raízes" (daí o termo radical). Estes consideram insuficientes a separação da Igreja Católica, e buscavam ter uma igreja independente e autônoma. Podemos citar destes, três principais movimentos:

    Os anabatistas

    Os espirituais ou espiritualistas (também conhecidos como Radicais Místicos, pequenos grupos informais seguidores de Sebastian Franck e Caspar Schwenkenfelder)
    Os racionais antitrinitários (ou Radicais Socinianos Racionalistas)

Dentre esses, os anabatistas eram os mais influentes dos reformadores radicais. Eles se espalharam por toda a Europa e ficaram conhecidos como Menonitas.


Os Hussitas

O termo hussita ou Igreja hussita e (ou talvez ussiti) define a um movimento reformador e revolucionário que surgiu na Boêmia, no século XV. O nome vem do teólogo boêmio Jan Hus. O movimento mais tarde se juntou a Reforma Protestante.

No Concilio de Constança, Jan Hus foi condenado e executado em 16 de julho de 1415. Hus manteve uma posição muito crítica perante ao poder eclesiástico, posições muito próximas às de John Wyclif e os Valdenses, opiniões que influenciaram Martinho Lutero.

Os hussitas foram divididos em dois grupos: os moderados utraquistas e os radicais Taboritas (da cidade de Tábor no sul da Boêmia). Em 1420, após a morte do rei Venceslau, chegou-se ao acordo sobre um programa comum: os Artigos de Praga, que exigiam ao poder real o reconhecimento de:

    Comunhão sob as duas espécies (os comulgantes deveriam comer a hóstia e beber vinho)
    A liberdade de pregação
    A pobreza da Igreja
    A punição dos pecados mortais sem distinção da posição de nascimento do pecador

O rei Sigismundo da Hungria, irmão de Venceslau, se recusou a aceitar suas exigências, de modo que os Taboritas se revoltaram causando as Guerras Hussitas (1419-1436). Conduzidas pelo seu líder e Jan Žižka e Procópio, o Grande, lutaram e conseguiram as vitórias de Zizkov (1420), Pankrac (1420), Kutna Hora (1422), Usti (1426) e Tachov (1427). O taboritas foram derrotados em Lipany em 1434 pelos moderados, que se aliaram com os católicos. Após o Concílio de Basileia e as conversações de Praga foram aceitas as Compactata (30 de novembro de 1436).

Em meados do século XV, após a morte do jovem rei Ladislau, o Póstumo da Hungria e Boêmia, em 1457, o regente Jorge de Poděbrady de inclinações hussitas se coroou como o rei dos tchecos e enganou os bispos da Hungria, a quem havia prometido converter-se para o catolicismo. Após isso, o Papa Paulo II apelou a uma cruzada contra os hereges hussitas e o Rei Matias Corvino da Hungria respondeu enviando seus exércitos contra Podiebrad. Assim, em 1468 os exércitos húngaros, liderado por Blas Magyar e sob o comando de guerreiros como Paulo Kinizsi atacaram a Boemia, mas finalmente só conseguiu conquistar os territórios da Morávia e Silésia para o Rei Matias. Em 1469, as forças do rei húngaro forçaram o rei Checo a renunciar seu trono, após o qual, imediatamente Matthias fez-se coroar como rei da Boêmia em 3 de maio daquele ano. Podiebrad sugeriu aos nobres Checos que escolhessem Vladislav Jagiello, o filho do rei da Polônia como seu sucessor, em vez do húngaro, mas isso não aconteceu. Com a morte do unico rei hussita, Podiebrad em 1471, finalmente acabou a "ameaça" para a Boêmia e seus sucessores serão todos católicos.

A maioria dos hussitas da Boêmia foram influenciados, no século XVI, por Lutero. Os taboritas mais ardentes entraram na Igreja Morava.

Os Anabatista

Anabaptistas ("re-batizadores", do grego ανα (novamente) + βαπτιζω (baptizar); em alemão: Wiedertäufer) são cristãos sectários do Anabatismo, a chamada "ala radical" da Reforma Protestante. São assim chamados porque os convertidos eram baptizados em idade adulta, desconsiderando o batismo da Igreja Católica Apostólica Romana. Assim, re-baptizavam todos os que já tivessem sido baptizados em criança, crendo que o verdadeiro baptismo só tem valor quando as pessoas se convertem conscientemente a Cristo.

Origem

O primeiro uso do termo Anabatistas ocorreu após o Segundo Concílio de Cartago no ano 225 quando 87 bispos sob a direção de Cipriano de Cartago decidiram rebatizar os fiéis das igrejas adeptas Novaciano, porém o o bispo da Igreja Católica, Papa Estêvão I combateu a aceitação do batismo feito por grupos cismáticos.

Em primeira instância, os grupos que realizavam o re-baptismo eram os adeptos do Montanismo e Novacianismo até o séc.IV, os seguidores do Donatismo até o séc.X na África, os Paulicianos condenados pelo código justiniano pelo anabatismo em 525 d.C., os Bogomilos nos Balcãs e Bulgária do século IX. Esses grupos não aceitavam os sacramentos das igrejas estabelecidas e não necessariamente criam em batismo em batismo de crentes adultos.

O anabatismo moderno surgiu durante a Reforma Protestante do século XVI. A Reforma, baseada nos princípios de justificação pela fé e do sacerdócio universal, levaram ao desenvolvimento da doutrina de adesão voluntária do crente à Igreja. Contudo, enquanto Lutero, Calvino e Zuínglio mantiveram o baptismo infantil e a vinculação da igreja ao Estado, os anabatistas liderados por Georg Blaurock, Conrad Grebel e Félix Manz ansiavam por uma reforma mais radical.

Os anabatistas fundaram então sua primeira igreja no dia 21 de janeiro de 1525, próxima a Zurique, na Suíça. Perseguidos na Suíça, o movimento espalhou pelo sul da Alemanha, Vale do Reno, Caríntia e Países-Baixos. Somente grupos pacifistas dos anabatistas sobreviveram, como os organizados por Menno Simons nos Países Baixos e hutteritas no Tirol, organizado por Jacob Hutter em um grupo comunal que ainda existe nos Estados Unidos. Os Amish nasceram dentre os Mennonitas e os Dunkers são frutos do encontro entre anabatismo e o pietismo.

É difícil sistematizar as crenças anabaptistas daquela época, porque qualquer grupo que não era católico ou protestante e que batizava adultos, como os unitários socinianos ou místicos como Thomas Muentzer eram rotulados como anabatistas. Esses grupos, junto com os Anabatistas constituem a Reforma Radical.

Em "In nomine Dei", José Saramago retrata um conhecido episódio na história do movimento anabatista que teve lugar na cidade de Münster (no norte da Alemanha), onde entre 1532 e 1535 foi estabelecida uma teocracia nas linhas das orientações desta denominação. Ver a Rebelião de Münster.


Migrações e perseguições

Católicos e Protestantes perseguiram os anabatistas, recorrendo à tortura e execução na tentativa de conter o crescimento do movimento. Os protestantes sob Ulrico Zuínglio foram os primeiros a perseguir os anabatistas, com Felix Manz tornando-se o primeiro mártir em 1527. Em 20 de Maio de 1527, autoridades da Igreja Católica Romana executaram Michael Sattler. O rei Fernando declarou afogamento (chamado "terceiro batismo") o melhor antídoto para Anabaptistas. O regime de Tudor, mesmo aqueles que eram protestantes (Eduardo VI de Inglaterra e Isabel I de Inglaterra) perseguiu os anabatistas por eles serem considerados demasiado radicais e, portanto, um perigo para a estabilidade religiosa.

A perseguição de anabatistas foi permitida pelas leis antigas do Teodósio I e Justiniano I proferidas contra os donatistas. Tais leis decretaram a pena de morte para qualquer um que praticasse o rebatismo.
 O "Espelho dos Mártires", por Thieleman J. van Braght, descreve a perseguição e execução de milhares de anabatistas em várias partes da Europa entre 1525 e 1660. A continua perseguição na Europa foi largamente responsável pelas grandes emigrações à Rússia e América do Norte por Amish, hutterites e mennonitas.3


Anabaptistas Hoje

Depois de serem massacrados na Guerra dos Camponeses, os Anabaptistas sobreviveram na sua forma pacifista, como a Igreja Mennonita. Originalmente concentrados no vale do rio Reno, desde a Suíça até a Holanda, os anabaptistas conquistaram adeptos de cultura germânica. Perseguidos pelo Estado e guerras, tiveram imigração em massa para a Rússia e América do Norte. No final do século XIX e começo do XX surgiram colónias na América do Sul (Paraguai, Argentina, Brasil, Bolívia), onde mantêm suas culturas e fé.

Muitos Anabaptistas conservadores vivem em comunidades rurais isoladas e desconfiam do uso de tecnologia.

Os principais remanescentes anabaptistas são: os hutterites, mennonitas, amishes, cuja postura em muito se assemelha ao estilo de vida dos cristãos descrito no Novo Testamento, especialmente em Atos dos Apóstolos 4:34,35 (pacifismo, comunalismo na produção e consumo).

Os Anabaptistas influenciaram ainda outras denominações religiosas, como os Quakers; Baptistas; Dunkers; a Congregação Cristã e outras denominações protestantes que afirmam a necessidade de uma adesão voluntária à Igreja.

Ainda nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, a Igreja Pentecostal Anabatista tem suas igreja sedes e filiais. A Igreja Pentecostal Anabatista tem como Igreja Matriz a que se encontra no centro de Duque de Caxias, RJ. O pastor Walter da Costa Nunes é o presidente e o pastor Laércio Pacheco Magalhães é o pastor vice presidente.

Fonte / Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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