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O individualismo autista dos usuários de WhatsApp

Written By Daniel Pena on sexta-feira, 10 de junho de 2016 | 18:18


Este artigo não se aplica às pessoas que usam de forma moderada o WhatsApp


O relato e a reflexão abaixo não demonstra que o autor deste texto não faça uso do aplicativo em questão, apenas que o vicio seja ele qualquer é prejudicial, tanto a saúde como ao convívio social. 
O mau uso do WhatsApp gera um comportamento individualista quase que autista na sociedade moderna.

Ao término deste texto haverá um relato sobre o autismo onde entre parênteses será adicionado o nome WhatsApp e você poderão notar que é bem relativo minha exposição sobre o tema.

As pessoas não se ouvem mais, não escutam a mais ninguém e se encontram falando ao celular.
 Nos dias atuais é quase que normal a utilização do WhatsApp nos horários de cultos em Igrejas, trabalho e principalmente nos momentos que deveriam ser dedicados a família.
O WhatsApp, um sistema de mensagens instantâneas, está impondo um novo jeito de interagir entre as pessoas: agora preferem escrever ao invés de falar.


O uso desenfreado de aplicativos de troca de mensagens como Whatsapp pode ser prejudicial a saúde e já tem até nome, whatsappite. Uma pesquisa, realizada no ano passado nos Estados Unidos por uma empresa de publicidade para celular, revelou que, em média, as pessoas checam o aparelho 110 vezes por dia. 
Outra estatística, apresentada pela Nokia em 2010, mostrava até 150 checagens diárias.


Indícios de que o WhatsApp te prejudica

1. Dependência psicológica
A dependência pode trazer falta de controle e sensação de impotência diante do vício de ser sempre induzida a fazer algo. No caso do celular, de estar online, conversando, postando boas imagens, às vezes atrapalhando a rotina, o lazer, e até o sono.



2. Falta de foco
O desvio de atenção pode ser considerado falta de profissionalismo. É inegável que o aplicativo facilite a comunicação, mas no durante o expediente de trabalho restrinja ao uso estritamente profissional.


3. Exposição desnecessária
Os termos utilizados também precisam ser observados, principalmente, se o celular que você usa é da empresa, para que as mensagens não sejam inadequadas. Todo o conteúdo gerado e enviado do aparelho é passível de ser examinado (inclusive, se você apagar conversas, o histórico pode ser recuperado).



4. Comportamento anti-social
A dependência do comportamento traz prejuízos ou problemas importantes quando coloca emprego, relacionamento, convívio social e familiar, ou vida acadêmica em risco. É quando a pessoa negligencia tarefas e opta pela perda da qualidade de vida.


5. LER
A ‘whatsappite’ também pode ocasionar lesões por esforço repetitivo. Além de afetar articulações nos dedos e pulsos, os ombros podem ficar lesionados por conta da posição flexionada. A luminosidade excessiva e o esforço de leitura também pode prejudicar a visão.

DIAGNÓSTICO DO AUTISMO

Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) já começam a demonstrar sinais nos primeiros meses de vida: elas não mantêm contato visual efetivo e não olham quando você chama. (usuário de WhatsApp) déficit de comunicação social e um segundo relativo a comportamentos/interesses restritos e repetitivos. (usuário de WhatsApp)

O que é AUTISMO ou TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA?
Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos.(usuário de WhatsApp)
 Embora todas as pessoas com TEA partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.


O autismo é um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social (usuário de WhatsApp) , comunicação verbal e não-verbal e comportamento restrito e repetitivo(usuário de WhatsApp) .

Indivíduos autistas exibem muitas formas de comportamento repetitivo ou restrito, que o Repetitive Behavior Scale-Revised (RBS-R) categoriza como se segue.

Estereotipia é o movimento repetitivo, como agitar as mãos, virar a cabeça de um lado para o outro ou balançar o corpo. (usuário de WhatsApp)[olhando inúmeras vezes para o aparelho celular]

Comportamento ritualista envolve um padrão invariável de suas atividades diárias, como um menu imutável ou um ritual de vestir. Isto está intimamente associado com a uniformidade e uma validação independente sugeriu a combinação dos dois fatores. (usuário de WhatsApp)[olhando inúmeras vezes para o aparelho celular]

Comportamento restrito é o foco limitado em um só interesse ou atividade, como a preocupação com um programa de televisão, brinquedo ou jogo. (usuário de WhatsApp)


Tratamentos do Autismo

Os principais objetivos no tratamento de crianças com autismo são:
Estimular o desenvolvimento social e comunicativo;(usuário de WhatsApp)
Aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas;(usuário de WhatsApp)
Diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano (usuário de WhatsApp)
Ajudar as famílias a lidarem com o autismo.(usuário de WhatsApp)

Por Daniel Alves Pena

A Igreja do Diabo - Machado de Assis

Written By Daniel Pena on segunda-feira, 30 de maio de 2016 | 14:57


CAPÍTULO PRIMEIRO
DE UMA IDÉIA MIRÍFICA 

Conta um velho manuscrito beneditino que o Diabo, em certo dia, teve a idéia de fundar uma igreja. Embora os seus lucros fossem contínuos e grandes, sentia-se humilhado com o papel avulso que exercia desde séculos, sem organização, sem regras, sem cânones, sem ritual, sem nada. Vivia, por assim dizer, dos remanescentes divinos, dos descuidos e obséquios humanos. Nada fixo, nada regular. Por que não teria ele a sua igreja? Uma igreja do Diabo era o meio eficaz de combater as outras religiões, e destruí-las de uma vez.

— Vá, pois, uma igreja, concluiu ele. Escritura contra Escritura, breviário contra breviário. Terei a minha missa, com vinho e pão à farta, as minhas prédicas, bulas, novenas e todo o demais aparelho eclesiástico. O meu credo será o núcleo universal dos espíritos, a minha igreja uma tenda de Abraão. E depois, enquanto as outras religiões se combatem e se dividem, a minha igreja será única; não acharei diante de mim, nem Maomé, nem Lutero. Há muitos modos de afirmar; há só um de negar tudo.

Dizendo isto, o Diabo sacudiu a cabeça e estendeu os braços, com um gesto magnífico e varonil. Em seguida, lembrou-se de ir ter com Deus para comunicar-lhe a idéia, e desafiá-lo; levantou os olhos, acesos de ódio, ásperos de vingança, e disse consigo: — Vamos, é tempo. E rápido, batendo as asas, com tal estrondo que abalou todas as províncias do abismo, arrancou da sombra para o infinito azul.

CAPÍTULO II
ENTRE DEUS E O DIABO

Deus recolhia um ancião, quando o Diabo chegou ao céu. Os serafins que engrinaldavam o recém-chegado, detiveram-no logo, e o Diabo deixou-se estar à entrada com os olhos no Senhor.

— Que me queres tu? perguntou este.

— Não venho pelo vosso servo Fausto, respondeu o Diabo rindo, mas por todos os Faustos do século e dos séculos.

— Explica-te.

— Senhor, a explicação é fácil; mas permiti que vos diga: recolhei primeiro esse bom velho; dai-lhe o melhor lugar, mandai que as mais afinadas cítaras e alaúdes o recebam com os mais divinos coros...

— Sabes o que ele fez? perguntou o Senhor, com os olhos cheios de doçura.

— Não, mas provavelmente é dos últimos que virão ter convosco. Não tarda muito que o céu fique semelhante a uma casa vazia, por causa do preço, que é alto. Vou edificar uma hospedaria barata; em duas palavras, vou fundar uma igreja. Estou cansado da minha desorganização, do meu reinado casual e adventício. É tempo de obter a vitória final e completa. E então vim dizer-vos isto, com lealdade, para que me não acuseis de dissimulação... Boa idéia, não vos parece?

— Vieste dizê-la, não legitimá-la, advertiu o Senhor.

— Tendes razão, acudiu o Diabo; mas o amor-próprio gosta de ouvir o aplauso dos mestres. Verdade é que neste caso seria o aplauso de um mestre vencido, e uma tal exigência... Senhor, desço à terra; vou lançar a minha pedra fundamental.

— Vai.

— Quereis que venha anunciar-vos o remate da obra?

— Não é preciso; basta que me digas desde já por que motivo, cansado há tanto da tua desorganização, só agora pensaste em fundar uma igreja?

O Diabo sorriu com certo ar de escárnio e triunfo. Tinha alguma idéia cruel no espírito, algum reparo picante no alforje de memória, qualquer coisa que, nesse breve instante da eternidade, o fazia crer superior ao próprio Deus. Mas recolheu o riso, e disse:

— Só agora concluí uma observação, começada desde alguns séculos, e é que as virtudes, filhas do céu, são em grande número comparáveis a rainhas, cujo manto de veludo rematasse em franjas de algodão. Ora, eu proponho-me a puxá-las por essa franja, e trazê-las todas para minha igreja; atrás delas virão as de seda pura...

— Velho retórico! murmurou o Senhor.

— Olhai bem. Muitos corpos que ajoelham aos vossos pés, nos templos do mundo, trazem as anquinhas da sala e da rua, os rostos tingem-se do mesmo pó, os lenços cheiram aos mesmos cheiros, as pupilas centelham de curiosidade e devoção entre o livro santo e o bigode do pecado. Vede o ardor, — a indiferença, ao menos, — com que esse cavalheiro põe em letras públicas os benefícios que liberalmente espalha, — ou sejam roupas ou botas, ou moedas, ou quaisquer dessas matérias necessárias à vida... Mas não quero parecer que me detenho em coisas miúdas; não falo, por exemplo, da placidez com que este juiz de irmandade, nas procissões, carrega piedosamente ao peito o vosso amor e uma comenda... Vou a negócios mais altos...

Nisto os serafins agitaram as asas pesadas de fastio e sono. Miguel e Gabriel fitaram no Senhor um olhar de súplica. Deus interrompeu o Diabo.

— Tu és vulgar, que é o pior que pode acontecer a um espírito da tua espécie, replicou-lhe o Senhor. Tudo o que dizes ou digas está dito e redito pelos moralistas do mundo. É assunto gasto; e se não tens força, nem originalidade para renovar um assunto gasto, melhor é que te cales e te retires. Olha; todas as minhas legiões mostram no rosto os sinais vivos do tédio que lhes dás. Esse mesmo ancião parece enjoado; e sabes tu o que ele fez?

— Já vos disse que não.

— Depois de uma vida honesta, teve uma morte sublime. Colhido em um naufrágio, ia salvar-se numa tábua; mas viu um casal de noivos, na flor da vida, que se debatiam já com a morte; deu-lhes a tábua de salvação e mergulhou na eternidade. Nenhum público: a água e o céu por cima. Onde achas aí a franja de algodão?

— Senhor, eu sou, como sabeis, o espírito que nega.

— Negas esta morte?

— Nego tudo. A misantropia pode tomar aspecto de caridade; deixar a vida aos outros, para um misantropo, é realmente aborrecê-los...

— Retórico e sutil! exclamou o Senhor. Vai; vai, funda a tua igreja; chama todas as virtudes, recolhe todas as franjas, convoca todos os homens... Mas, vai! vai!

Debalde o Diabo tentou proferir alguma coisa mais. Deus impusera-lhe silêncio; os serafins, a um sinal divino, encheram o céu com as harmonias de seus cânticos. O Diabo sentiu, de repente, que se achava no ar; dobrou as asas, e, como um raio, caiu na terra.

CAPÍTULO III
A BOA NOVA AOS HOMENS

Uma vez na terra, o Diabo não perdeu um minuto. Deu-se pressa em enfiar a cogula beneditina, como hábito de boa fama, e entrou a espalhar uma doutrina nova e extraordinária, com uma voz que reboava nas entranhas do século. Ele prometia aos seus discípulos e fiéis as delícias da terra, todas as glórias, os deleites mais íntimos. Confessava que era o Diabo; mas confessava-o para retificar a noção que os homens tinham dele e desmentir as histórias que a seu respeito contavam as velhas beatas.

— Sim, sou o Diabo, repetia ele; não o Diabo das noites sulfúreas, dos contos soníferos, terror das crianças, mas o Diabo verdadeiro e único, o próprio gênio da natureza, a que se deu aquele nome para arredá-lo do coração dos homens. Vede-me gentil a airoso. Sou o vosso verdadeiro pai. Vamos lá: tomai daquele nome, inventado para meu desdouro, fazei dele um troféu e um lábaro, e eu vos darei tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo...

Era assim que falava, a princípio, para excitar o entusiasmo, espertar os indiferentes, congregar, em suma, as multidões ao pé de si. E elas vieram; e logo que vieram, o Diabo passou a definir a doutrina. A doutrina era a que podia ser na boca de um espírito de negação. Isso quanto à substância, porque, acerca da forma, era umas vezes sutil, outras cínica e deslavada.

Clamava ele que as virtudes aceitas deviam ser substituídas por outras, que eram as naturais e legítimas. A soberba, a luxúria, a preguiça foram reabilitadas, e assim também a avareza, que declarou não ser mais do que a mãe da economia, com a diferença que a mãe era robusta, e a filha uma esgalgada. A ira tinha a melhor defesa na existência de Homero; sem o furor de Aquiles, não haveria a Ilíada: "Musa, canta a cólera de Aquiles, filho de Peleu"... O mesmo disse da gula, que produziu as melhores páginas de Rabelais, e muitos bons versos do Hissope; virtude tão superior, que ninguém se lembra das batalhas de Luculo, mas das suas ceias; foi a gula que realmente o fez imortal. Mas, ainda pondo de lado essas razões de ordem literária ou histórica, para só mostrar o valor intrínseco daquela virtude, quem negaria que era muito melhor sentir na boca e no ventre os bons manjares, em grande cópia, do que os maus bocados, ou a saliva do jejum? Pela sua parte o Diabo prometia substituir a vinha do Senhor, expressão metafórica, pela vinha do Diabo, locução direta e verdadeira, pois não faltaria nunca aos seus com o fruto das mais belas cepas do mundo. Quanto à inveja, pregou friamente que era a virtude principal, origem de prosperidades infinitas; virtude preciosa, que chegava a suprir todas as outras, e ao próprio talento.

As turbas corriam atrás dele entusiasmadas. O Diabo incutia-lhes, a grandes golpes de eloqüência, toda a nova ordem de coisas, trocando a noção delas, fazendo amar as perversas e detestar as sãs.

Nada mais curioso, por exemplo, do que a definição que ele dava da fraude. Chamava-lhe o braço esquerdo do homem; o braço direito era a força; e concluía: muitos homens são canhotos, eis tudo. Ora, ele não exigia que todos fossem canhotos; não era exclusivista. Que uns fossem canhotos, outros destros; aceitava a todos, menos os que não fossem nada. A demonstração, porém, mais rigorosa e profunda, foi a da venalidade. Um casuísta do tempo chegou a confessar que era um monumento de lógica. A venalidade, disse o Diabo, era o exercício de um direito superior a todos os direitos. Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, coisas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que, em todo caso, estão fora de ti, como é que não podes vender a tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, coisas que são mais do que tuas, porque são a tua própria consciência, isto é, tu mesmo? Negá-lo é cair no absurdo e no contraditório. Pois não há mulheres que vendem os cabelos? não pode um homem vender uma parte do seu sangue para transfundi-lo a outro homem anêmico? e o sangue e os cabelos, partes físicas, terão um privilégio que se nega ao caráter, à porção moral do homem? Demonstrando assim o princípio, o Diabo não se demorou em expor as vantagens de ordem temporal ou pecuniária; depois, mostrou ainda que, à vista do preconceito social, conviria dissimular o exercício de um direito tão legítimo, o que era exercer ao mesmo tempo a venalidade e a hipocrisia, isto é, merecer duplicadamente.

E descia, e subia, examinava tudo, retificava tudo. Está claro que combateu o perdão das injúrias e outras máximas de brandura e cordialidade. Não proibiu formalmente a calúnia gratuita, mas induziu a exercê-la mediante retribuição, ou pecuniária, ou de outra espécie; nos casos, porém, em que ela fosse uma expansão imperiosa da força imaginativa, e nada mais, proibia receber nenhum salário, pois equivalia a fazer pagar a transpiração. Todas as formas de respeito foram condenadas por ele, como elementos possíveis de um certo decoro social e pessoal; salva, todavia, a única exceção do interesse. Mas essa mesma exceção foi logo eliminada, pela consideração de que o interesse, convertendo o respeito em simples adulação, era este o sentimento aplicado e não aquele.

Para rematar a obra, entendeu o Diabo que lhe cumpria cortar por toda a solidariedade humana. Com efeito, o amor do próximo era um obstáculo grave à nova instituição. Ele mostrou que essa regra era uma simples invenção de parasitas e negociantes insolváveis; não se devia dar ao próximo senão indiferença; em alguns casos, ódio ou desprezo. Chegou mesmo à demonstração de que a noção de próximo era errada, e citava esta frase de um padre de Nápoles, aquele fino e letrado Galiani, que escrevia a uma das marquesas do antigo regímen: "Leve a breca o próximo! Não há próximo!" A única hipótese em que ele permitia amar ao próximo era quando se tratasse de amar as damas alheias, porque essa espécie de amor tinha a particularidade de não ser outra coisa mais do que o amor do indivíduo a si mesmo. E como alguns discípulos achassem que uma tal explicação, por metafísica, escapava à compreensão das turbas, o Diabo recorreu a um apólogo: — Cem pessoas tomam ações de um banco, para as operações comuns; mas cada acionista não cuida realmente senão nos seus dividendos: é o que acontece aos adúlteros. Este apólogo foi incluído no livro da sabedoria.

CAPÍTULO IV
FRANJAS E FRANJAS

A previsão do Diabo verificou-se. Todas as virtudes cuja capa de veludo acabava em franja de algodão, uma vez puxadas pela franja, deitavam a capa às urtigas e vinham alistar-se na igreja nova. Atrás foram chegando as outras, e o tempo abençoou a instituição. A igreja fundara-se; a doutrina propagava-se; não havia uma região do globo que não a conhecesse, uma língua que não a traduzisse, uma raça que não a amasse. O Diabo alçou brados de triunfo.

Um dia, porém, longos anos depois notou o Diabo que muitos dos seus fiéis, às escondidas, praticavam as antigas virtudes. Não as praticavam todas, nem integralmente, mas algumas, por partes, e, como digo, às ocultas. Certos glutões recolhiam-se a comer frugalmente três ou quatro vezes por ano, justamente em dias de preceito católico; muitos avaros davam esmolas, à noite, ou nas ruas mal povoadas; vários dilapidadores do erário restituíam-lhe pequenas quantias; os fraudulentos falavam, uma ou outra vez, com o coração nas mãos, mas com o mesmo rosto dissimulado, para fazer crer que estavam embaçando os outros.

A descoberta assombrou o Diabo. Meteu-se a conhecer mais diretamente o mal, e viu que lavrava muito. Alguns casos eram até incompreensíveis, como o de um droguista do Levante, que envenenara longamente uma geração inteira, e, com o produto das drogas, socorria os filhos das vítimas. No Cairo achou um perfeito ladrão de camelos, que tapava a cara para ir às mesquitas. O Diabo deu com ele à entrada de uma, lançou-lhe em rosto o procedimento; ele negou, dizendo que ia ali roubar o camelo de um drogman; roubou-o, com efeito, à vista do Diabo e foi dá-lo de presente a um muezim, que rezou por ele a Alá. O manuscrito beneditino cita muitas outras descobertas extraordinárias, entre elas esta, que desorientou completamente o Diabo. Um dos seus melhores apóstolos era um calabrês, varão de cinqüenta anos, insigne falsificador de documentos, que possuía uma bela casa na campanha romana, telas, estátuas, biblioteca, etc. Era a fraude em pessoa; chegava a meter-se na cama para não confessar que estava são. Pois esse homem, não só não furtava ao jogo, como ainda dava gratificações aos criados. Tendo angariado a amizade de um cônego, ia todas as semanas confessar-se com ele, numa capela solitária; e, conquanto não lhe desvendasse nenhuma das suas ações secretas, benzia-se duas vezes, ao ajoelhar-se, e ao levantar-se. O Diabo mal pôde crer tamanha aleivosia. Mas não havia duvidar; o caso era verdadeiro.

Não se deteve um instante. O pasmo não lhe deu tempo de refletir, comparar e concluir do espetáculo presente alguma coisa análoga ao passado. Voou de novo ao céu, trêmulo de raiva, ansioso de conhecer a causa secreta de tão singular fenômeno. Deus ouviu-o com infinita complacência; não o interrompeu, não o repreendeu, não triunfou, sequer, daquela agonia satânica. Pôs os olhos nele, e disse:

— Que queres tu, meu pobre Diabo? As capas de algodão têm agora franjas de seda, como as de veludo tiveram franjas de algodão. Que queres tu? É a eterna contradição humana.


Igrejas do véu de mantilha (περιβόλαιον) se propõem a formar associação - Rocinha

Written By Daniel Pena on quarta-feira, 2 de setembro de 2015 | 10:43


Domingo 30 de agosto (2015) estive na Rocinha,RJ com os pastores Adriano Moreira (Presidente da APOIORT), Elielberth Falcão, Cristiano e pastor Carlos.

Tivemos uma recepção calorosa e um café da manhã digno de reis, a Igreja na Rocinha está de parabéns.

  A intenção da reunião era de suma importância, iniciar o processo de formação da associação para as Igrejas conhecidas como véu de mantilha (περιβόλαιον).

   Na pauta haviam assuntos pertinentes ao processo restaurador de 325 DC até 1062, tratado pelo pastor Adriano Moreira e de 1962 aos dias atuais o tema foi explanado pelo pastor Elielberth Falcão.

Haviam outros pastores presentes, pastor Jorge Antunes, além do presidente da Igreja na Rocinha o Pastor Robson, diga se de passagem um homem educado, ordeiro e que me impressionou com sua forma de liderar seu rebanho.

As ovelhas presentes eram de uma reverencia e atenção a tudo que era falado pelos pastores.

   Fica aqui expressa minha alegria em ter a honra de conhecer a amada Igreja e desejar sinceros votos para o sucesso da possível associação a ser formada.

Aos que tecerão criticas sobre o encontro fica meu alerta: A intolerância religiosa é crime previsto em lei, mas as piores das intolerâncias e a feita pelos ditos crentes contra outros crentes.
Respeitar a cultura e princípios nórdicos e praticas religiosas dos diferentes é o principio para um evangelho genuíno e verdadeiro.

Ainda sobre intolerância, segue palavras de Shaul (Paulo).

"15 Êmeth (Verdade) é que também alguns pregam o Maschiyah por inveja e porfia, mas outros de boa vontade;
16 Uns, na êmeth, anunciam o Maschiyah por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões.
17 Mas outros, por ahavah (amor), sabendo que fui posto para defesa das boas novas.
18 Mas que importa? Contanto que o Maschiyah seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em êmeth, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda.
19 Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Ruarh (Espírito) de Yeschua Ha’Maschiyah,
20 Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, o Maschiyah será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte.
21 Porque para mim o viver é o Maschiyah, e o morrer é ganho."
Filipenses - פיליפםיא [Fylypsiyah] – 01.15-21 - Fonte ORBI

Em breve farei uma explanação histórica teológica sobre κατακαλύπτω o original Grego em (I Coríntios 11.5) e    περιβόλαιον o original Grego em I Coríntios 11.15).

Daniel Alves Pena
     
     
 
   

Hamlet - Conselhos sintetizados de Polônio a Laerte

Written By Daniel Pena on segunda-feira, 24 de agosto de 2015 | 13:05

Representação de Polónio num vitral

Deixo aqui a dica para os que querem viver bem nos dias atuais.
Conselhos de Polônio a seu filho Laerte, práticos para a felicidade.

Apolônio (em inglês: Polonius) é uma personagem da tragédia Hamlet, de William Shakespeare. 
Este personagem é conhecido sobretudo por articular as palavras imortais: "To thine own self be true." (ser fiel a ti próprio), bem como outras frases ainda em uso hoje em dia.

Pai de Ofélia e Laertes, e adjunto do Rei Claudio, ele pode ser descrito como um tagarela, uma pessoa enfatuada por uns, ou como um excursionista da sabedoria para outros.


- Não expressar tudo que se pensa.
- Ouvir a todos,mas falar com poucos.
- Ser amistoso, mas nunca ser vulgar.
- Valorizar amigos testados, mas não oferecer amizade a cada um que aparecer na sua frente.
- Evitar qualquer briga, mas se for obrigado a entrar numa, que o seus inimigos o temam.
- Usar roupas de acordo com sua renda, sem nunca ser extravagante.
- Não emprestar dinheiro a amigos, para não perder amigos e dinheiro.
- Se fiel a ti mesmo e jamais serás falso com ninguém.

Sincretismo no cristianismo

Written By Daniel Pena on sábado, 22 de agosto de 2015 | 12:10


Não ir além do que está escrito

A culpa não é só dos lideres, pois o povo quer exatamente o que eles querem.

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si mestres conforme as suas próprias concupiscências;"
II Timóteo - [Timoteous Bet] טימתאום ב (honrando a Deus) – 04.3 Fonte: ORBI


"E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por ahavah de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro." I Coríntios - קורנתי א [Qorintyah Alef] – 04.6 Fonte: ORBI

Cristianismo (do grego Xριστός, "Christós", messias) é uma religião abraâmica monoteísta centrada na vida e nos ensinamentos de Yeshua (Jesus) de Nazaré, tais como são apresentados na Nova Aliança. A fé cristã acredita essencialmente em Yeshua (Jesus) como o Cristo, Filho de Elohim (Deus), Salvador e Senhor. 

A religião cristã tem três vertentes principais: 
- Catolicismo Romano (subordinado ao bispo romano), 
- Ortodoxia Oriental (se dividiu deRoma em 1054 após o Grande Cisma) 
- Protestantismo (que surgiu durante a Reforma do século XVI). 

O protestantismo é dividido em grupos menores chamados de denominações. Os cristãos acreditam que Yeshua (Jesus) Cristo é o Filho de Elohim (Deus) que se tornou homem e o Salvador da humanidade, morrendo pelos pecados do mundo. Geralmente, os cristãos se referem a Yeshua (Jesus) como o Cristo ou o Messias.

Com a falta de conhecimento e a aproximação de alguns religiosos cristãos com outras formas de pensar surgiu o sincretismo religioso dentro do cristianismo. 
Hoje temos práticas de umbanda, candomblé e até do espiritismo dentro do cristianismo. 

Fica cada vez mais forte e evidente esse sincretismo com a manifestação de práticas litúrgicas que nada tem há ver com a bíblia e práticas apostólicas, o que antes era um culto racional tornou-se um centro de emocionalismo exacerbado

O movimento pentecostal, por exemplo é um dos grandes responsáveis por praticas sem nenhum controle e tudo o que se pensa ou se faz passa a ser adotado por outros movimentos sem nenhum controle ou base nas escrituras.

A cada dia surge uma Igreja com praticas oriundas de outras religiões e por desconhecimento ou conveniência financeira tende a proclamar um evangelho totalmente diferente  do que foi proposto pelos pais da Igreja e pelo Cristianismo.


Por Daniel Alves Pena

Lidar com poder é fácil, o difícil é lidar com seu eu

Written By Daniel Pena on domingo, 16 de agosto de 2015 | 22:04


Evangelista Daniel Alves pena
Mensagem feita na congregação no Amapá, Duque de Caxias, RJ
Dia 16 de agosto de 2015



Histórico da Obra

Histórico das Igrejas em Obra de Restauração no Brasil


O material contido neste histórico foi coletado em sites e através de pesquisas que duraram um ano e cinco meses, e está sendo disponibilizado gratuitamente para os que ainda não conhecem nosso histórico.

Primeiro Livro

O colapso das “Igrejas Evangélicas”


A obra apresenta dezesseis artigos relacionados à vida e à identificação de algumas igrejas evangélicas que passam, segundo o próprio autor, que é evangélico, por um colapso da apostasia.

Segundo Livro

Perdoa-nos assim como nós perdoamos
Você perdoa facilmente? Ama intensamente? Briga com facilidade? Tem muitos amigos? Confia em muitas pessoas? Sabe dizer quando está certa ou errada? Prefere morrer por quem ama, ou viver sem a pessoa amada? Considera-se uma pessoa controlada?

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Ora, daqueles que pareciam ser alguma coisa, esses, nada me acrescentaram,antes, pelo contrário, (Gálatas 2.6)